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02/04/2025Luigi Mangione, de 26 anos, está sendo acusado de assassinar Brian Thompson, CEO da seguradora norte-americana UnitedHealthcare, em frente a um hotel de luxo em Nova York. O crime ocorreu no dia 4 de dezembro de 2024, momentos antes de Thompson participar da conferência anual de investidores da empresa. A vítima foi baleada do lado de fora do Hilton Midtown, em Manhattan, e morreu cerca de 30 minutos depois, já no hospital Mount Sinai West.
O acusado fugiu após o crime, mas foi capturado menos de uma semana depois, em um restaurante McDonald’s no estado da Pensilvânia. Segundo autoridades, Mangione responderá por 11 acusações, incluindo três por homicídio e uma por homicídio com motivação terrorista — o que ele nega. Em juízo, ele se declarou inocente das acusações.
Pedido de pena de morte
Na última terça-feira (1º), a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, anunciou que deu instruções para que promotores federais solicitem a pena de morte para Mangione. Em comunicado, ela afirmou:
“O assassinato de Brian Thompson – um pai de duas crianças pequenas – foi um ato premeditado e brutal que chocou o país. Após cuidadosa análise, autorizei o pedido de pena de morte, enquanto vemos Donald Trump avançar com medidas para combater o crime violento e tornar a América segura novamente.”
Durante sua prisão, foi encontrado com Mangione um manifesto em que ele diz não se arrepender. Embora peça desculpas por possíveis “traumas causados”, escreveu que “esses parasitas estavam pedindo por isso”.
Ele também se dirigiu diretamente ao FBI no documento, garantindo que agiu sozinho:
“Respeito o que fazem pelo nosso país. Para evitar uma longa investigação, afirmo com clareza que não tive cúmplices.”
Segundo o acusado, o crime envolveu o que chamou de “engenharia social trivial” e “muita paciência”.
Origem privilegiada e apoio controverso
Luigi Mangione pertence a uma família influente e milionária. Seu avô, Nick Mangione Sr., é um empresário conhecido no setor de resorts, lares de idosos e clubes privados, com atuação filantrópica significativa — incluindo doações milionárias para a área da saúde.
Mesmo após ser preso, Mangione ganhou notoriedade nas redes sociais, especialmente entre jovens, com mensagens de apoio e até declarações de admiração por sua aparência. Em fevereiro, ele publicou um comunicado agradecendo as centenas de cartas recebidas no Metropolitan Detention Center:
“Estou emocionado e agradecido por todos que compartilharam suas histórias e apoio. O carinho ultrapassou barreiras políticas, raciais e sociais”, escreveu.
O fenômeno reacende discussões sobre a romantização de criminosos de alto perfil nas redes sociais. Especialistas alertam para os perigos dessa tendência, que pode contribuir para a dessensibilização diante de atos de violência extrema.
O caso segue sendo acompanhado com grande atenção pela imprensa norte-americana e pode se tornar um dos julgamentos mais polêmicos dos próximos anos, especialmente diante da possibilidade de aplicação da pena de morte.
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Fonte: Noticias ao Minuto Read More